MATERNIDADE: como lidar com os desafios e estresse do primeiro ano

“Se tem algo melhor que a maternidade, ainda não vivi.”

Eu achava um exagero quando ouvia isso de amigas que tinham se tornado mães, mas depois de quase três anos de maternidade, preciso concordar com elas e assumir o papel de “mãe apaixonada”.

A maternidade traz muitas mudanças importantes para a nossa vida, nos ensina sobre renúncia, aceitação, perdão, amor, disciplina, autocuidado, autocontrole e falta de controle, também. Meus filhos se tornaram a melhor terapia que já fiz!

Mas para estar bem com a maternidade e aproveitar todas essas lições que ela nos ensina, também é preciso aprender a lidar melhor com os desafios que ela nos traz. E são muitos!

Saímos daquela posição confortável de quem escolhe o que fazer com seu tempo, para uma situação de isolamento social, privação de sono, hormônios descontrolados, excesso de atenção, preocupações, insegurança e renúncia de muitas atividades que você tinha antes da maternidade. Sem falar da pressão para ser uma mãe excelente e continuar sendo a profissional que era antes.

Quem aí não surtaria?

E podemos surtar (ufa) mas não é preciso que isso seja de forma frequente e que se torne algo prejudicial para a sua saúde física e mental. Por isso, aqui está um MANUAL PREVENTIVO DO SURTO MATERNO.

Use SEM MODERAÇÃO!

 

 

 

1) IDENTIFIQUE SUAS ANGÚSTIAS: é muito comum sentir alguma angústia, mas é importante não as colocar embaixo do tapete. Sinta e identifique o motivo pelo qual está angustiada. Depois de identificar, parta para a AÇÃO. O que precisa fazer para acabar, de uma vez por todas, com sua angústia, sem deixar de lado a maternidade.
Eu, por exemplo, senti uma angústia muito grande quando percebi que tinha perdido alguns papéis que gostava de exercer, como o de profissional. Por isso, decidi voltar ao trabalho, mas transferi o escritório para a minha casa, aonde conseguiria estar perto dos bebês, além de fixar um número de horas trabalhadas por dia, que não afetasse o meu tempo de qualidade ao lado deles.

2) ELIMINE A CULPA: quando identificar os motivos que estão trazendo angústia para a sua vida, não coloque culpa sobre eles. Aceite e se perdoe. É muito comum as pessoas fazerem julgamentos sobre tudo e, por isso, temos a tendência a achar que devemos ser “mães ideais”, que assumem todas as responsabilidades e são boas em tudo. Isso não existe! A mãe ideal é aquela que tem equilíbrio emocional para estar bem ao lado dos seus filhos. Por isso, foque em estar BEM.

3) TENHO MENOS REGRAS: consumimos muito informação sobre maternidade, mas é impossível seguir TUDO. Faça uma lista com as suas prioridades, mas sem neuras.

No meu caso, sempre levei a alimentação muito à sério e, por isso, decidi que iria ter regras para que eles se alimentassem de forma saudável. Mas não me preocupo muito se eles estão descalços, se escovaram os dentes 5 vezes ao dia ou se estão com roupas sempre combinando. São escolhas!

4) NÃO SE ABANDONE: é muito difícil voltar a ter a vida que tinha antes nos primeiros anos da maternidade, mas é possível fazer atividades que gostava com planejamento. O importante é FAZER, porque temos a tendência a estarmos mais cansadas e nos sentirmos culpadas ao abandonar os filhos para fazer algo por nós. O problema é que com o passar do tempo, vamos sentindo BURACOS em nossa vida, que podem ser resultado dessa falta das atividades que gostávamos de fazer e, como consequência, podemos ficar mais estressadas e descontarmos nos filhos.

5) NÃO ABANDONE A RELAÇÃO: para as mães que tem um parceiro, é muito importante dividir as tarefas, assim como manter a relação do casal. A logística pode ser desafiadora, mas não desista dos compromissos a dois. Crianças precisam receber afeto para se desenvolverem e pais que estão bem numa relação, normalmente, são mais afetuosos com seus filhos.

6) ACEITE AJUDA OU CONTRATE AJUDA: essa é difícil para muitas mães controladoras, que acham muito ruim dividir os cuidados dos filhos com uma pessoa estranha. Mas, à medida que o tempo passa, muitas começam a entender que se não tem ajuda, o estresse acaba tomando conta e não há mais qualidade no tempo com a criança. De que adianta passar o dia todo estressada com o filho no colo?

7) PEGUE LEVE COM VOCÊ: saiba que você vai errar muito com seus filhos, porque eles não vêm com o manual de instruções. Podem ter regras e a melhor forma de fazer muitas coisas, mas faça de uma forma leve, sem muitas cobranças ou comparações, já que cada criança é única. A rotina é muito importante, mas ela pode não dar certo todos os dias e não adianta se culpar por isso. Crianças são imprevisíveis e ensinam que precisamos parar de tentar controlar tudo.

8) ISSO TUDO PASSA: a dica mais importante é que a fase inicial da maternidade vai passar e você vai se esquecer de tudo. É claro que há muitas outras fases e seus desafios, mas esse estresse, típico dos dois primeiros anos, tem um fim. E você ainda pode sentir muita falta, acredite!

Essas dicas não são RECEITA DE BOLO, mas ajudam a encarar com mais tranquilidade o ESTRESSE comum da MATERNIDADE. São adaptadas da minha experiência como mãe de “quase gêmeos” – um casal com idades entre 2 anos e meio e 1 ano e 3 meses. E ainda com dicas da psicóloga Letícia de Oliveira, mãe recente e autora do e-book Maternidade sem Stress.

Para ver mais dicas e se divertir com a gente, preparamos um VÍDEO pra você:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAIS SOBRE A LETÍCIA

Graduada em 2008 pela UNITAU – Universidade de Taubaté
Especialista em Análise do Comportamento pelo Núcleo Paradigma
Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental
Colunista da Revista Cosmopolitan e do programa É de Casa, da TV Globo.
Autora do curso Maternidade sem Stress

IG: @psicoleticia

SITE: https://leticiadeoliveira.com.br/

Post Autor
Mirella Bergamo
Mirella Bergamo é jornalista, apresentadora e produtora de conteúdo digital. Depois de sofrer com a Síndrome de Burnout ( grave esgotamento físico e mental) decidiu começar uma trajetória de mudança de vida, com foco no autoconhecimento e saúde integral. Suas experiências e o desejo de inspirar outras pessoas deram origem ao Eu Melhor.

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