META o pé nas METAS e tenha um 2018 FELIZ

O ano mal começou, ainda nem deu tempo de perder o bronzeado e as calorias dos dias da “folga merecida”, mas já entramos no ritmo do “agora vai”.

Seja pela Lua que entrou em Aquário e ajuda nas realizações ou pelas centenas de textos motivacionais espalhados pelas redes sociais que incentivam a compra da casa própria, a abertura do negócio próprio, a emagrecer, a ter a barriga dos sonhos, a conquistar mais clientes e aqueles que ensinam cinco maneiras de como cumprir todas essas metas, de uma vez por todas.

Eu não posso negar que já li e escrevi muitos textos como esses, mas, dessa vez, nesse Janeiro, eu decidi fazer uma pergunta pra mim mesma, que quero dividir com quem ler esse texto/desabafo.

Pra quê? Qual o motivo dessa euforia sem foco?

Pra chegar em Dezembro “esgotado”, reclamando do ano difícil, pensando em tudo que não conseguiu colocar em prática, e alucinado pelos dias da “folga merecida, que vão render um novo bronzeado, calorias e, claro, muitas fotos nas redes sociais?

Será que sabemos mesmo se queremos cumprir todas essas metas? Será que esse vigor todo de Janeiro está levando para o lugar que, realmente, queremos estar?

Essas perguntas vão e vem em minha mente. Gritam aqui dentro, porque eu sei que muitas vezes eu apenas segui o caminho que mostravam pra mim.

– “ Esse ano você precisa estudar para entrar na Faculdade”.
– “ Esse ano você precisa conquistar um bom estágio”.
“ Esse ano tem que se dedicar para conseguir um emprego com bom salário”.
“ Chegou a hora de comprar um apartamento”.

Quantas vezes ouvimos essas frases? Quantas vezes nós mesmos repetimos essas frases, sem saber se era mesmo o que queríamos fazer naquele momento?

Quantas vezes a meta do ano foi “parar para ouvir o que a minha alma deseja?”

Muita gente pode até achar que esse papo só serve pra quem não tem conta pra pagar, filhos pra criar ou todas essas justificativas que damos para não ouvirmos as nossas vontades, mas o fato é que, mesmo com centenas de obrigações, tenho pensado muito em abandonar esses antigos caminhos que são impostos e seguir por aqueles que eu mesma escolho.

Uma decisão que vem depois de conhecer muitas pessoas com mais de cinquenta anos que ainda estão correndo atrás dessas metas. Muitos começam o ano e já contratam especialistas em carreira, como os coachs, e quando chegam ao consultório pra esboçar um plano de crescimento profissional, percebem que a vida está toda desestruturada e que jamais conseguiriam atingir o que desejam, porque não tem estrutura física e nem emocional para isso. Passam a tratar de assuntos como afeto, família, propósito…

Sorte deles que ainda são alertados enquanto é tempo de parar, pensar e mudar o rumo da consulta. Porque também tenho esbarrado com muitas pessoas que ficam doentes, muito doentes, porque passaram a vida fazendo coisas que não fazem sentido algum pra elas, mas precisam ser feitas, por causa das contas, dos filhos, etc…

Sorte a delas que sabem que não fizeram o que tinham vontade e, quando curadas, passam a fazer o que tem vontade. Sorte, porque muitos não sobrevivem para um novo recomeço.

Mesmo assim, ainda acho que esses que morrem conscientes de que não tiveram um vida com proposito tem mais sorte do que aqueles que nunca souberam o que os fazem felizes, que nunca pararam pra pensar no sentido da vida, nunca questionaram o caminho que estão percorrendo. Esses apenas seguem!

Pra esses eu realmente não posso dizer que há sorte e nem que há vida. São sobreviventes. Pessoas que passam seus dias seguindo as regras que são compradas como o Manual da Vida Perfeita. Um monte de regras e uma série de “tem que” que jamais vão levar à nenhum lugar, a não ser à folga merecida de fim de ano com algum bronzeado e calorias a mais, que depois podem ser perdidas com o “tem que emagrecer” da listinha de metas que nunca vão ser cumpridas.

É por isso, que estou disposta a meter o pé nas metas esse ano e seguir o que a minha Verdade disser.

E você? Vai sobreviver por mais quanto tempo?

Mirella Bergamo
Post Autor
Mirella Bergamo
Jornalista, apresentadora e produtora de conteúdo digital. É responsável pela edição, criação do conteúdo e marketing do site. Idealizou o EU MELHOR depois de sofrer duas graves crises de stress com episódios de pânico e depressão. Deseja mostrar como vem se recuperando de seu problema com terapias alternativas e autoconhecimento, mas também inspirar pessoas que estejam diante de qualquer problema a enfrentá-los e acessar sua melhor versão. "O EU MELHOR é um espaço para troca de experiências e conhecimento de quem está em busca de cura ou transformação em qualquer aspecto da vida."

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